Os efeitos do entreguismo:

            Como todos sabem a chamada “Reforma Trabalhista” extinguiu vários direitos dos trabalhadores e os puniu com a edição de outros dispositivos de inibição à demanda judicial. Além disto aplicou um enorme golpe no movimento sindical, destruindo fontes de receitas e criando na mídia um cenário de hostilidade aos sindicatos que precisa ser desconstruído.

            Portanto, agora mais do que antes, precisamos nos organizar, juntando forças para combater esta onda demolidora criada e mantida pelos interesses do capital daqui e de fora.

            Se antes a educação já era objeto de cobiça dos empresários e, portanto por eles explorada, agora com as benesses da Lei 13467, mais atrativa será inclusive para capital transnacional presente entre nós pelos grandes conglomerados que ora se vendem, ora se compram com vistas a apurar o maior lucro possível como comprovam as publicações dos seus balanços.

            Assim, para o grande capital, as preciosas bolas da vez no Brasil são a educação e os bancos, pois as portas destes setores para obtenção de vantagens estão escancaradas para o lucro sem limites, sem regras, sem nenhum controle pelo Estado daquilo que é bom e justo para os usuários.

            Por tudo o que até aqui se disse, não é leviano concluir que vivemos uma crise sem procedentes cuja gravidade se manifesta pelo desemprego, pela corrupção dos políticos, pelas interferências do grande capital, pelo descaso com a saúde e pelo caos na educação. Tudo isso remete os trabalhadores, suas representações e a sociedade de modo geral a um conjunto de insegurança de ordem jurídica e institucional.

            Portanto, nosso olhar é de que, nós trabalhadores temos muito que fazer no sentido de, além de  desconstruir o elenco de maldades que está montado na famigerada “Reforma Trabalhista”, temos ainda que ocupar nosso espaço democrático e participar intensamente das decisões parlamentares.

Vamos a Luta!

A. Bittencourt Filho